sexta-feira, outubro 26, 2007
Sobre Decisões
- Hã?
- Decidi ficar com você. Pra sempre.
- Ah, decidiu, é?
- Sim.
- Depois de duas semanas que eu te dei o ultimato?
- Sim.
- E você ficou esse tempo todo pensando no assunto?
- Sim. Não. Mais ou menos.
- Sim, não ou mais ou menos?
- Mais ou menos.
- Cê deve estar de sacanagem!
- Por quê?
- Primeiro você leva duas semanas pra me responder – o que já é um absurdo. E cê ainda vem me dizer que não passou este tempo todo pensando?! Vá-te a merda!
- Não fala assim...
- Aposto que cê ficou este tempo todo com tuas negas. Quando lembrou fez o que sempre faz quando tem que tomar uma decisão importante. Aliás, o que mais me irrita em você!
- Não foi nada disso...
- Não foi?
- Não.
- O que cê ficou fazendo este tempo todo, então?
- Eu realmente fui falar com minhas negas. Na primeira semana. Todas as mulheres que eu tive durante nosso namoro.
- Ce tá de sacanagem!
- Não. Perguntei a todas se elas achavam que nós tínhamos futuro juntos. Umas responderam prontamente que não – que eu era muito galinha e irresponsável. Outras quiseram levar a sério.
- Cara, não to a fim de escutar teu papinho de merda...
- Espera, ouve um pouco. Não suportei ficar com quem me quis. “Eu nunca aceitarei ser membro de um clube que me aceitaria como membro” – já dizia Grouxo Marx. Achei todas umas merdinhas, se entregando por pouco, sem respeito por si mesmas.
- Que bom! É isso que cê pensa de mim?
- Não. Já foi. Mas não é mais. Na segunda semana decidi que não queria ficar com mais ninguém. Assinei Sexy Hot, Playboy TV, achei alguns sites pornô na internet, passei na farmácia e comprei hipoglós e vaselina e, por fim, arrumei uma daquelas mãozinhas para coçar as costas e sentei no sofá. Estava auto-suficiente.
- Que nojo! Pra que a mãozinha?
- Você sabe que não consigo coçar minhas costas, não tenho elasticidade alguma.
- No final da semana, com o hipoglós no fim, todo esfolado e com tendinite, percebei que faltava alguma coisa na minha vida.
- O quê?
- Você.
- Tem certeza do que cê tá falando? Você não passou no banheiro pra chegar a essa conclusão?
- Como assim? Do que você ta falando?
- Eu sei que você tem a mania de ir a um banheiro público quando precisa tomar uma decisão importante. Que conta sua história pra quem estiver lá dentro e pede a opinião destas pessoas.
- Hein!?
- Aposto como você passou essas duas semanas indo a todos os banheiros públicos que conseguiu encontrar. E não havia dois banheiros que lhe dessem a mesma resposta seguidamente. Só conseguiu se decidir agora porquê encontrou um que conseguiu te convencer.
- Absurdo!
- Tá, tá. Então você quer ficar comigo?
- Sim.
- Ok. Então você tem que me prometer que nunca mais vai ficar com nenhuma outra mulher que eu também não pegue.
- Ok.
- Que não vai mais mentir pra mim ou sumir por semanas, sem avisar antes ou dizer pra onde foi depois.
- Ok.
- Que vai parar de ficar tirando melecas na sala e colocando atrás do sofá.
- Ok.
- E que nunca mais, NUNCA MAIS, vai entrar num banheiro público na vida.
- ...
- Que foi?
- Eu...
- Você o quê?
- Preciso...
- Hã?
- Tenho que ir ao banheiro. Esse bar tem banheiro?
terça-feira, outubro 16, 2007
Boicote-se
É fácil de provar isso, basta se lembrar todas as vezes que você fez uma merda e se machucou por conta disso. Aquele momento em que você vê com toda a claridade o que está acontecendo, prevê o resultado de sua ação, mas não consegue parar de fazer até que a merda esteja feita.
Quando você está segurando aquele prego com a ponta do dedo e percebe que a trajetória do martelo não vai encontrar a cabeça do dito cujo, mas sim seu precioso indicador.
Quando sua cadeira está caindo e você acha que pode pegá-la com o pé e fazer embaixadinha só para, na fração de segundo seguinte lembrar que seu pé não é de ferro – mas quem disse que o pé saiu debaixo daquele peso?
Ou quando você escreve um email respondendo ao seu chefe, mandando ele fazer coisas inimagináveis e completamente proibidas pela Bíblia num momento de raiva para, no momento em que você se acalma e direciona o mouse para apagá-lo o mouse caprichosamente aperta o botão de enviar. Para a empresa inteira.
Saiba que o pior inimigo que o ser humano possui é a si mesmo. Previna-se contra si! Saiba que você vai fazer merda e tente se proteger da ameaça. Se o martelo está vindo, solte o prego – que se dane a parede! Se a cadeira está caindo, deixa bater no chão – que se foda o vizinho de baixo! Se o email está escrito e pronto para ser enviado, deixe-o lá quieto – nunca, repito NUNCA, tente enviá-lo, apagá-lo ou qualquer outra ação que passe pelos botões perto do de envio. Em algum momento você vai desligar o computador e esse problema estará resolvido por você.
Saiba boicotar o boicotador que há dentro de você!
Aliás
terça-feira, outubro 02, 2007
Capitalismo Selvagem
Agora, o maior sadismo a respeito do trabalho creio ser a janela do banheiro.
Toda vez que vou escovar os dentes após o almoço, escoro os braços no parapeito da janela e olho pra fora. Olho o céu azul, olho a nuvem branquinha e fofinha passear pelo ar calmamente, olho o reflexo da luz do sol nos pára-brisas dos carros que passam, enfim, olho a vida que rola lá fora enquanto estou aqui dentro.
Sinto-me como o gorila do zoológico, segurando as barras da jaula e balançando de um lado para o outro enquanto contempla a liberdade de quem vai e vem a apontar para ele.
Para terminar de forma piegas – mas dentro do tem – cito John Lennon: “Life is what happens to you while you're busy making other plans”.
quarta-feira, setembro 05, 2007
O Pulso Ainda Pulsa
“Quanta andança! E hoje ainda ta o maior calor! Também, quem mandou nascer colado com um saco peludo! Na próxima encarnação quero vir como um lóbulo – solto ao vento. Ei, estamos subindo! É o elevador de casa. Ta na hora. Hum, hoje acho que vou começar devagarzinho. Uma vontadinha aqui, só para dar o gostinho. Vou colocar o Pedro para dar uma dançada e segurar o que está por vir. Bom, esse elevador demora muito para andar. Se continuar nesse ritmo não vai dar tempo. Hahahahah, de uma leve valsa agora está num frenético frevo. Ahahahahhaha! Um dia desses o elevador ainda vai cair de tanto que ele dança. Chegamos. Agora vem a melhor parte: na hora que ele for colocar a chave na porta, vou dar aquela apertada súbita! Ahahahhahaha, funciona sempre! Ele erra a chave na fechadura e demora mais. Pronto, agora os minutos finais. Umas gotinhas na cueca só para não deixar incólume e pronto. Agora é esperar o próximo elevador. Será que hoje ele vai pôr-me numa cueca apertada de novo?”
sexta-feira, agosto 31, 2007
O primeiro passo para Kokomo já foi dado
Versão BeachBoys, é claro...
Kokomo
Aruba, Jamaica ooo I wanna take you
Bermuda, Bahama come on pretty mama
Key Largo, Montego baby why don't we go
Jamaica Off The Florida Keys
There's a place called Kokomo
That's where you wanna go to get away from it all
Bodies in the sand
Tropical drink melting in your hand
We'll be falling in love
To the rhythm of a steel drum band
Down in Kokomo
Aruba, Jamaica ooo I wanna take you
To Bermuda, Bahama come on pretty mama
Key Largo, Montego baby why don't we go
Ooo I wanna take you down to Kokomo
We'll get there fast
And then we'll take it slow
That's where you wanna go
Way down to Kokomo
To Martinique, that Monserrat Mystique
We'll put out to sea
And we'll perfect our chemistry
By and by we'll defy a little bit of gravity
Afternoon delight
Cocktails and moonlit nights
That dreamy look in your eye
Give me a tropical contact high
Way down in Kokomo
Aruba, Jamaica ooo I wanna take you
To Bermuda, Bahama come on pretty mama
Key Largo, Montego baby why don't we go
Ooo I wanna take you down to Kokomo
We'll get there fast
And then we'll take it slow
That's where we wanna go
Way down in Kokomo
Port Au Prince I wanna catch a glimpse
Everybody knows
A little place like Kokomo
Now if you wanna go
And get away from it all
Go down to Kokomo
Ooo I wanna take you down to Kokomo
We'll get there fast
And then we'll take it slow
That's where we wanna go
Way down to Kokomo
Aruba, Jamaica ooo I wanna take you
To Bermuda, Bahama come on pretty mama
Key Largo, Montego baby why dont we go
Ooo I wanna take you down to Kokomo
terça-feira, agosto 28, 2007
Desculpe, estou meditando
E eu adoro – ADORO – morar com a Carol. Nós nos damos muito bem, até para brigar. Gosto muito de ficar com ela, a gente se diverte a toa.
E desde que nós casamos, eu realmente não tenho sentido necessidade de ficar sozinho, de escapar do mundo por um tempo e, talvez, me esconder na sacada da Torre Negra escondido do Rei Rubro*. Isso acontecia muito antes, mas não mais.
No entanto, há um momento em que você precisa de um pouco de silêncio, ou que as coisas à sua volta fiquem paradas, ou mesmo concentração, sei lá! E aí precisa ficar em um lugar quieto [o lugar, não você].
Eis que surge o problema: em um quarto e sala, com um escritório sem portas onde você pode ficar um tempinho apenas para se concentrar? Qual é o cômodo que você pode fechar a porta na cara da outra pessoa e isso não ser levado como um ato de desrespeito e iniciar uma briga?
Surpreendentemente todo mundo que mora como casal sabe essa resposta na ponta da língua – mesmo sem nunca ter pensado a respeito.
O banheiro.
Se eu já chamava o banheiro de meditation room antes, agora que me toquei desta questão, vou colocar uma placa na porta!
*- Referência altamente nerd e que não deve ser levada a sério. Só não consegui evita-la.
quinta-feira, agosto 16, 2007
A Música Certa
Quem me conhece sabe que eu estou sempre com uma música na cabeça. SEMPRE.
Não é que eu fique lembrando sempre da mesma música e não consiga tira-la da cabeça – eu estou sempre escutando uma seqüência de músicas na minha cabeça.
Acontece quase como o que eu fiz no meu computador: todas as músicas que tenho e algumas das que conheço eu fui e coloquei no HD. Aí eu chego no media player e mando um shuffle e fico escutando o que vier na frente. Rock, forró, blues, samba, mpb e qualquer outra coisa que entre lá toca um após o outro, sem a menor lógica seqüencial.
Na minha cabeça também é assim.
Acontece então que numa certa manhã eu amanheço cantando I’ve got the power [com direito a Tina Tuner e tudo].
À tarde eu fui contratado. Que legal, né?
sexta-feira, agosto 03, 2007
Coisas que você descobre quando sai da casa da mãe
- o rolo de papel higiênico não dura para sempre
- sabonetes não aparecem no box por geração espontânea
- os lixos não são autoesvaziantes (e cheiram!)
- o chão suja
- o chão não se limpa sozinho (eu achei que era loucura da minha mãe, mas é a pura verdade!)
- depois que você come, realmente existe uma louça a ser lavada
- se você não lava a louça, no dia seguinte ela ainda está lá
- geladeira não faz comida
- George Foreman's lean mean no-fat grilling machine sim(!)
quarta-feira, julho 25, 2007
Prosaico que só
Quando dobrar calça, quer que ela fique dobrada em duas partes ou em três?
Quando for arrumar a cama, quer que o lençol cubra a cama toda ou faça um dobra no travesseiro pra cima do edredon?
Quando for colocar a mesa, quer que o copo fique à direita ou à esquerda de quem senta?
Quando tirar a mesa, quer que o copo fique dentro ou fora da pia?
Quando for guardar roupa, quer que separe por cor ou por uso?
Quando acabar de usar o computador, quer que deixe as janelas abertas ou feche todas?
Quando sentar à mesa, quer que sente à direita ou à esquerda?
Nunca achei que casar trouxesse tantas perguntas inúteis e ao mesmo tempo que fizessem toda a diferença do mundo.
sexta-feira, julho 13, 2007
segunda-feira, junho 18, 2007
O Discurso
Prometo lhe ser fiel e respeitar,
em meio a sorrisos e em meio a bicos,
nos momentos de TPM e nas CNTPs,
no Home&Health como na Sony,
como a metade-cara da minha cara-metade.
Juro lhe amar e irritar,
cantar e fazer silêncio,
desarrumar os tapetes enquanto lavar a louça,
te acordar com beijinhos sempre que quiser dormir até mais tarde,
brigar pelo controle remoto e ainda assistir a Central do Bebê,
apoiar suas metas e objetivos de vida, sempre cortando os sorvetes e táxis para alcançá-las,
rir com você, de você, para você
e adorá-la até o fim de nossas vidas.
Assim, contraio este casamento forjado há cinco anos e mostro a todos, por fim, o que eu já sabia: você me completa.
Eu te amo.
sexta-feira, junho 01, 2007
Por quê?
Mas este não é o nosso caso.
Poderia ser também porque não temos onde morar, não temos PAItrocínio ou MÃEtrocínio.
O que também não é o nosso caso.
Por fim, poderia ser porque não suportamos mais os malas dos nossos pais.
Bom, não é mentira, mas não é a razão também.
Qual é a razão então?
É que nós somos bregas para caralho! Escutamos desde criancinha todas aquelas músicas pela-saco e mela-cuecas da Good Times 98 FM! Levamos a sério os finais das novelas da Globo, com direito a casamento e tudo! Adoramos todos aqueles livros vendidos nas bancas de jornal com títulos de mulheres, tipo Sabrina, Angélica etc.
Enfim, nós acreditamos no amor e achamos que isso basta.
Fudeu! Essa merda não vai dar certo...
terça-feira, maio 29, 2007
Os perigos da alimentação saudável
Essas pesquisas que dizem que determinados alimentos causam doenças são pura especulação. São todos baseados em amostra, grupos de controle e outras balelas. “Quatro em cada dez pessoas desenvolvem câncer no globo ocular se cortarem as unhas do dedinho do pé esquerdo depois da meia-noite”.
Isso só significa que foram selecionadas algumas pessoas para servirem de cobaia – umas 20, mais ou menos. Depois ficaram pedindo para elas cortarem as unhas em momentos diferentes do dia – cinco pessoas entre 6h e 12h, cinco entre 12h e 18h, cinco entre 18h e 0h e cinco entre 0h e 6h. Aí ficaram esperando anos pra ver se alguma coisa acontece com essas pessoas.
Ao longo dos anos, as pessoas vão ficando velhas e desenvolvendo doenças normais de quem vai ficando velho – tipo câncer. Aí, por uma obra do destino, duas das cinco pessoas que cortam as unhas entre 0h e 6h desenvolveram câncer no globo ocular.
Aí fudeu! Os caras ficam malucos de felicidade ao saber que alguma coincidência aconteceu e resolvem publicar numa dessas revistas pseudo-médica-científicas. Quando chega aos jornais, a população fica em polvorosa. Os médicos, que em sua enorme maioria atualizam seus conhecimentos na área ou pela seção “Saúde, Ciência e Tecnologia” do Globo ou pela seção de “Bem Estar” da Revista de Domingo, vão e começam a dizer para os pacientes que não se deve cortar a unha do pé depois da meia noite.
Cara, é tudo pura especulação! COINCIDENCIA!!! Enquanto não se prova o porquê de se cortar unha após a meia noite é causa direta de câncer, é só coincidência!
Bom, tudo isso só pra dizer que eu passei boa parte da minha infância sem poder comer mais de dois ovos mexidos por dia porque faz mal à saúde. Muito bem, quando eu fiz uns 17 anos, saiu no jornal uma matéria que dizia que não tinha nada a ver e que pode, sim, comer mais de dois ovos mexidos por semana. PORRA!
segunda-feira, maio 14, 2007
quinta-feira, abril 26, 2007
Em cima para você!
1- Francamente, querida, eu não dou a mínima.
2- Eu vou lhe fazer uma proposta que ele não pode recusar.
3- Você não entende! Eu poderia ter classe! Eu poderia ser um lutador. Eu poderia ter sido alguém, ao invés de um vagabundo, que é o que eu sou.
4- Toto, eu tenho a sensação de que não estamos mais no Kansas.
5- Ele está olhando por você, garota.
6- "Vá em frente, faça meu dia".
7- OK, Sr DeMille, eu estou pronta para o meu close up.
8- Que a Força esteja com você.
9- Apertem os cintos. Vai ser uma noite trepidante.
10- Tá falando comigo?
11- O que temos aqui é uma falha na comunicação.
12- Eu amo o cheiro de napalm pela manhã.
13- Amar é nunca ter que pedir perdão.
14- A substância de que são feitos os sonhos.
15- ET Telefone Minha casa.
16- Eles me chamam Mister Tibbs!
17- Rosebud!
18- Consegui, mãe! Topo do mundo!
19- Estou enlouquecido e não vou mais agüentar isso!
20- Louis, eu acho que este é o começo de uma bela amizade.
21- Um pesquisador de censo tentou uma vez me testar. Eu comi o fígado dele com feijão preto e um bom chianti.
22- Bond. James Bond.
23- Não há lugar como a nossa casa.
24- Eu sou grande! Os filmes que ficaram pequenos!
25- Me mostra a grana!
26- Por que você não vem aqui me ver?
27- Estou andando aqui! Estou andando aqui!
28- Toque, Sam. Toque "As time goes by".
29- Você não agüenta a verdade!
30- Eu quero ficar sozinha.
31- Afinal de contas, amanhã é um outro dia!
32- Reúna os suspeitos de sempre.
33- Eu quero o mesmo que ela pediu.
34- Você sabe assobiar, não sabe Steve? Você só tem que unir os lábios e soprar.
35- Você vai precisar de um barco maior.
36- Distintivos? Nós não precisamos de distintivos! Eu não tenho que te mostrar nenhuma porcaria de distintivo!
37- Eu vou voltar.
38- Hoje eu me considero o homem mais sortudo da face da terra.
39- Se você construir, eles virão.
40- Mamãe sempre disse que a vida é como uma caixa de chocolates. Você nunca sabe o que vai pegar.
41- Nós roubamos bancos.
42- Plásticos.
43- Nós sempre teremos Paris.
44- Eu vejo gente morta.
45- Stella! Ei, Stella!
46- Oh, Jerry, não peça pela lua. Nós temos as estrelas.
47- Shane! Shane! Volte!
48- Bem, ninguém é perfeito.
49- Ele vive! Ele vive!
50- Houston, nós temos um problema.
51- Você tem que se fazer uma pergunta: "Me sinto com sorte?". Bem, você se sente, pivete?
52- Você me ganhou em "oi".
53- Uma manhã eu atirei num elefante usando meu pijama. Como ele entrou na meu pijama eu não sei.
54- Não tem choro em baseball.
55- La-dee-da, la-dee-da.
56- O melhor amigo de um garoto é a sua mãe.
57- Ganância, na falta de uma palavra melhor, é boa.
58- Mantenha seus amigos por perto, mas seus inimigos mais perto ainda.
59- Deus é minha testemunha, jamais passarei fome novamente!
60- Bem, eis outra bela confusão que você me meteu.
61- Diga olá para o meu amiguinho!
62- Que lixo!
63- Mrs. Robinson, você está tentando me seduzir. Não está?
64- Senhores, vocês não podem brigar aqui! Essa é a Sala de Guerra!
65- Elementar, meu caro Watson.
66- Tire suas patas fedidas de cima de mim, seu maldito macaco nojento!
67- De todos os botecos de gim em todas as cidades de todo o mundo, ela entra no meu.
68- Olha o Johnny!
69- Eles estão aqui!
70- É seguro?
71- Calma lá, calma lá! Você ainda não ouviu nada!
72- Nada de cabides de arame, nunca!
73- Nossa senhora, será o fim de Rico?
74- Deixa pra lá, Jake, é Chinatown.
75- Eu sempre dependi da ajuda de estranhos.
76- Hasta la vista, baby.
77- Soylent Green é gente.
78- Abra a porta, HAL.
79- Striker: Com certeza você não pode estar falando sério.
Rumack: Estou falando sério! E não me chame de Shirley.
80- Yo, Adrian.
81- Oi, bonitão!
82- Toga! Toga!
83- Escute-os. Crianças da noite. Que música elas fazem.
84- Oh não, não foram os aviões. Foi a bela matando a fera.
85- Meu precioso!
86- Attica! Attica!
87- Sawyer, você está saindo como uma jovem, mas vai voltar como uma estrela!
88- Escute aqui, rapaz. Você é meu cavaleiro de armadura brilhante. Não esqueça disso. Você vai voltar para cima daquele cavalo, e eu vou estar logo atrás de você, segurando forte, e lá vamos nós!
89- Diga pra eles irem lá com tudo que eles têm e ganhar só uma para o Gipper.
90- Um martini. Batido, não misturado.
91- Quem está na primeira base.
92- História de Cinderela. Vindo de lugar nenhum. Um ex-greenskeeper, agora prestes a se tornar o campeão do Masters. Parece um milagr... Está no buraco! Está no buraco! Está no buraco!
93- A vida é um banquete, e a maior parte dos coitados está morrendo de fome.
94- Eu sinto a necessidade... Necessidade da velocidade.
95- Carpe diem. Aproveitem o dia, meninos. Façam de suas vidas uma coisa extraordinária.
96- Sai dessa!
97- Minha mãe te agradece. Meu pai te agradece. Minha irmã te agradece. E eu te agradeço.
98- Ninguém põe Baby no canto.
99- Eu vou pegar você, gracinha e seu cachorrinho também!
100- Eu sou o rei do mundo!
quarta-feira, abril 04, 2007
quinta-feira, março 29, 2007
Fatos sobre o Steven Seagal
Ou que Chuck Norris, que nada!
- Steven Seagal é faixa preta, sétimo dan em Aikido;
- Steven Seagal assessorou Sean Connery como James Bond;
- Steven Seagal toca guitarra, canta, é lead singer de sua banda – está explicado o rabo-de-cavalo – e usa suas músicas em seus filmes – em seu primeiro álbum, há uma faixa em que faz um dueto com Steve Wonder;
- Steven Seagal toca uma mistura de pop, blues e world music, é claro;
- Steven Seagal possui uma bebida energizante (saca Red Bull?) chamada “Steven Seagal’s Lightining Bolt” e que, segundo o próprio, “Viajei o mundo inteiro para criar esta bebida; não há melhor que eu conheça.”
- Steven Seagal é judeu;
- Steven Seagal possui dois gatos – Sylvester e Gap – e cinco cachorros – Gruff, Cole, Tyson, Hamlet e Chaos – todos adotados em canis;
- Steven Seagal é um ativo protetor de bebês elefantes na África do Sul;
- O dojo de Steven Seagal foi salvo por um cachorro-espírito que o avisou de um incêndio no local;
- Steven Seagal nunca mais viu o animal de novo;
- Steven Seagal é a reincarnação de um Tulku – espírito de um lama budista – chamado Chungdrag Dorje.
terça-feira, março 27, 2007
É Dando Que Se Recebe
Pedrin, como sempre faz, resolveu brincar com a criança. Deu tchauzinho e fez um monte de caretas. A criança adorou.
Feliz da vida, a criança resolve agradecer a Pedrin pela brincadeira. Enfia o dedo no nariz, dá uma conferida para ver se está de bom tamanho e oferece a Pedrin.
Pedrin, muito educadamente, declina da oferta tentadora.
O sinal abre, o menino vai embora deixando Pedrin pensando “o que será que ele vai fazer então com sua oferenda?”
Quase 90
Mas este é especial, é temático, tem um prazo.
Por isso, decidi que além de (não) me exercitar, (não) farei uma alimentação balanceada e menos calórica.
Por isso, na hora do lanche resolvi que não iria comer pão de queijo, mas sim um daqueles biscoitos naturebas sem gosto.
Achei um que poderia me agradar (parecia batata pringles) e fui dar uma lida na embalagem para descobrir do que se tratava.
Fécula de mandioca.
Isso mesmo: fécula de mandioca.
Nem insisti. Peguei meu pão de queijo e minha coca-cola e lanchei feliz.
Ora onde já se viu comer fécula de mandioca!!! What the porra is that?
Provavelmente é prima da jojoba...
sexta-feira, março 02, 2007
Passatempo
- Para quê?
- Para entreter durante a cerimônia.
(O pior é que eu considerei, seriamente.)
domingo, fevereiro 18, 2007
Seguindo a série...
(tipo paixão de cristo?)
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Cerca Trova – quem procura, acha
Uma pedra é uma pedra, é uma pedra, é uma pedra, é uma pedra. É uma pedra. E um Pedro? Não pode ser particularmente uma pedra, porém possui potencial para ser um pedregulho. Prefere perfurar o peito com o peso poluidor do perecimento da paixão. Posteriormente passa ao pranto pressuroso, pedindo perdão e professando seu profundo pesar de pecador. A perversão parece persistir, provendo prevaricações de seus princípios primais, permitindo a penúltima pista que prevê o pérfido e vazio fim.
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Assombração
No entanto, devo admitir que me sinto perseguido por uma assombração. Ela está em quase todos os lugares que vou e não passo um dia sem que perceba sua presença a minha volta.
Minha assombração é a Ana Carolina! Ô desgraça! Que mulher mala!
Todo dia, em algum lugar que eu vou, eu ouço ela cantando aquelas músicas chatas e repetitivas! No rádio toca direto, na casa do sogro mais ainda, até em lojas que eu entro agora toca essa mulher!
Não agüento mais! Me sinto num filme de terror em que o personagem é perseguido pelo fantasma que só descansa quando ele morre. É a fita de O Chamado: eu assisti, agora tenho que morrer – morrer sufocado pela chatice daquela sapata sem noção!
E esse momento está próximo! Não feliz por já ter um dvd da dita cuja, meu sogro comprou o último em que ela faz dueto com Seu Jorge! Ai meu deus!!!
domingo, janeiro 14, 2007
- Como escolher padrinhos e madrinhas?
- Hã?
- Seleção brasileira é momento ou é histórico do jogador? Momento. Quem ta bom na época é que deve ser escolhido.
- Ah tah...
Cada coisa que a gente ouve nessas horas...
- O quê?
- Vamos fazer um quadro pintado a óleo de vocês dois, colocar na porta e pedir para as pessoas assinarem.
Folheados são a maior decepção que existe no mundo da culinária
É uma parada gordinha, salgadinha e com a maior cara que ta cheia dos recheios gostosos dentro. Que nada! Ta cheio de ar, aquela porcaria!!!
Sabe quando você dá aquele mordidão, cheio de vontade, esperando com o guardanapo embaixo o recheio cair e você não perder nada daquela delícia? Eu fiquei lá, com o guardanapo a postos, a mordida ultrapassou o folheado inteiro e trincou meus dentes do outro lado do salgado. Nada de recheio.
Nem mesmo os pastéis vagabundos me deixam tão frustrado – afinal de contas, há pastéis muito bons e super recheados. Mas os folheados não. Eles são sempre com aparência de que têm algo bom dentro, mas estão sempre – SEMPRE, não importa se é bem feito ou mal feito – recheados de AR!
Ah, cara, não dá para conviver com tamanha enganação em formato de comida. Pra mim, folheados nunca mais!
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Por que casar?
Ou...
Porque a mãozinha de coçar e o "cinco contra um" não me satisfazem mais....
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Cabeça
- Não se preocupe que você não precisa fazer nada. Essas coisas são elas que põem na sua cabeça.
terça-feira, janeiro 09, 2007
segunda-feira, janeiro 08, 2007
De mágico ou pianista?
- Por quê?
- Porque vai estar mais frio e é mais elegente e tradicional.
- Ah tá...
Em time que tá ganhando não se mexe
- Por quê?
- Pra receber Sua benção.
- Pra quê?
- Pra dar tudo certo, para ter muita saúde e felicidade.
- Mas eu não fui batizado, não tenho benção de ninguém desde sempre e aparentemente deu tudo certo? Por que mexer em time que tá ganhando?
Nós e o Zeca Pagodinho
- Por quê?
- Porque lá tem piscina!
P.S.: Quem não entendeu, explico depois...
sexta-feira, janeiro 05, 2007
Sobre o ano novo
quinta-feira, janeiro 04, 2007
Cartilha contra a libertinagem sexual
Veja os comentários sobre o pecado das seguintes posições sexuais:
Posição de quatro:
É uma das posições mais humilhantes para a mulher, pois ela fica prostrada como um animal enquanto seu parceiro ajoelhado a penetra. Animais são seres que não possuem espírito, então o homem que faz o cachorrinho com sua parceira, fica com sua alma amaldiçoada e fétida.
Sexo Oral:
O prazer de levar um órgão sexual a boca é condenado pelas leis divinas. A boca foi feita para falar e ingerir alimentos e a língua para apreciar os sabores. A mulher engolindo o sêmen não vai ter filhos. E o homem somente sentirá dores musculares na língua ao sugar a vagina de sua parceira.
Sexo Anal (Sodomia):
O ânus é sujo, fétido e possui em suas paredes milhões de bactérias. É o esgoto propriamente dito. No esgoto só existe ratos, baratas e mendigos. A pessoa que sodomisa ou é sodomisada ela se iguala a um rato pestilento. Seu espírito permanece imundo e amaldiçoado. Mas o pior é quando o ato é homossexual, pois o passaporte dessa infeliz criatura já está carimbado nos confins do inferno.
Vejam a maneira certa de se relacionar sexualmente com sua parceira, segundo a cartilha:
Posição Recomendada:
O homem e a mulher devem lavar suas partes com 1 litro de água corrente misturado com uma colher de vinagre e outra de sal grosso. Após isso, a mulher deve abrir as pernas e esperar o membro enrijecido do seu parceiro para iniciar a penetração. O homem após penetrar a mulher, não deve encostar seu peito nos seios dela, deve manter uma distância pois a fêmea deve estar rezando aos santos para que seu óvulo esteja sadio ao encontrar o espermatozóide. Depois do ato sexual, os dois devem rezar, pedindo perdão pelo prazer proibido do orgasmo.
quinta-feira, dezembro 28, 2006
Virada de ano
quinta-feira, dezembro 14, 2006
Consumismo
- Não preciso. Eu tenho meu walkman.
- Como você não precisa? Como você vai escutar suas músicas?
- No meu walkman. É só fazer uma fita.
- Mas cabe muito pouca música! No meu iPod cabem mais de 700!
- Eu não gosto de tantas músicas assim. Eu tenho quatro ou cinco fitas que me satisfazem.
- E você não pode escutar as músicas que tem no seu computador.
- Eu tenho as mesmas músicas no meu computador. Não preciso baixar.
- E você escuta tudo na mesma ordem sempre? Como você consegue? Todo mundo já usa o iPod e precisa dele pra escutar suas músicas no modo aleatório e ter milhares de músicas!
- Eu não preciso. Não sou como todo mundo. Nem acho o iPod uma coisa tão importante e genial assim...
- Você já parou pra pensar que se tanta gente cria essa demanda por um produto ele necessariamente É maravilhoso e genial? Não pode tanta gente junta estar errada.
- Você já parou pra pensar que de repente essa demanda não foi criada pelas pessoas todas, mas sim pelo mercado e pela sociedade?
- Besteira! Como é que se podia escutar música sem o iPod da forma que eu escuto hoje?
- De que forma? Com os ouvidos?
- Hã?
- Antes as pessoas usavam discman e achavam genial, a coisa mais maravilhosa do mundo. Antes disso, as pessoas usavam walkman e não trocavam por nada no mundo. Antes mesmo disso, as pessoas saíam de casa com seu microsystem no ombro e não podiam querer nada em troca.
- Mas o iPod é muito mais do que isso tudo junto!
- É verdade que o iPod possui muito mais recursos que esses outros aparelhos, mas você ouvia música muito bem antes desses recursos existirem. Foi o mercado quem disse que o iPod é muito moderno e funcional. E você achou que não poderia ficar sem o mais moderno e funcional porque, afinal, se é mais moderno é muito melhor!
- Nem é...
- E foi a sociedade quem lhe disse que você não poderia ficar sem um iPod já que todo mundo usava e achava uma maravilha. Todo mundo demandava por um iPod. E você acreditou, achando que não poderia viver sem um...
- Poxa...
- Agora vem me dizer que você não consegue escutar música se não for num iPod? Que otário...
- Poxa, não é que você tem razão? Joguei fora meu discman à toa...
- E olha que a fita tem uma capacidade de gravação muito superior a do cd e do iPod – as músicas são mais fiéis e melhor gravadas.
- Poxa, eu nunca tive um walkman...
- Se quiser eu troco com você: meu walkman pelo seu iPod.
- Demorou!
- Otário...
quinta-feira, novembro 16, 2006
Manifesto da Verdadeira Dança
Nós, signatários deste manifesto, afirmamos através deste documento nosso total desprezo por todas aquelas pessoas que se dizem, ou são ditas como, boas de dança. Salientamos que todas estas pessoas são, em verdade, falsos dançarinos e repudiamos seus modos e técnicas uma vez que estes constituem uma ofensa à Música e à Dança. Deixamos claro que as pessoas que verdadeiramente sabem dançar, aquelas respeitam e amam a Música e a Dança devem levar os créditos por tal capacidade e dom. A seguir exporemos as provas que corroboram com nossas afirmações, além de apontarmos aqueles que devem ser decididamente reconhecidos como virtuoses e verdadeiros discípulos da musa da dança: as crianças e os bêbados.
1- Todos aqueles que se utilizam de quaisquer movimentos repetidos e seqüenciados como forma de dança não estão dançando de verdade, uma vez que tais movimentos podem ser reproduzidos por qualquer um independente da existência de uma música ao fundo ou não – Exemplos são Axé e Macarena;
2- Por movimentos repetitivos e seqüenciados caracterizamos qualquer movimento que possa ser reproduzido a qualquer momento, por qualquer pessoa, bastando tão somente um pouco de memória e treino para efetuá-los;
3- Assim sendo, deixamos claro que qualquer técnica de dança existente hoje em dia ou em qualquer época da existência humana pode ser e efetivamente o é repetitiva e seqüenciada, uma vez que pode ser reproduzida por qualquer pessoa e ensinada;
4- Desta forma, qualquer forma de avaliação quanto às capacidades de dança de uma pessoa que exista hoje ou em qualquer época da existência humana está desqualificada como eficaz uma vez que leva em consideração a capacidade de uma pessoa de reproduzir movimentos repetitivos e seqüenciados;
5- Afirmamos que somente as pessoas que verdadeiramente sentem a Música são capazes de dançar de verdade;
6- Tais pessoas são as únicas que dançam de verdade por dois motivos: primeiro, devido ao fato de que tais pessoas precisam ouvir uma música para senti-la e, a seguir, dançar: sem música sua dança não existe;
7- Segundo, por serem as únicas pessoas que sentem as músicas, tais pessoas não estão presos a nenhum método ou racionalismo em torno do modo como dançam – eles simplesmente sentem a Música e dançam;
8- Deixamos claro que tais comprometimento e capacidade de abstração em relação à Música e à Dança não são possíveis de serem alcançados por qualquer pessoa, sendo estados de espírito e mental únicos e longe deste nosso cotidiano racionalista e metodológico;
9- Para alcançar tais estados de espírito e mental únicos acreditamos que seja preciso se distanciar deste modo de pensar e agir que rege o mundo de hoje – é preciso uma pureza de espírito que só é perceptível naqueles que são capazes de agir de forma aleatória e imprevisível;
10- Somente as crianças e os bêbados são capazes de alcançar estes estados de espírito e mental únicos – os primeiros por ainda não estarem infectados pelo nosso pensamento racionalista e metodológico, e os segundos por terem tido esse pensamento nocivo retirado de si, pelo menos por algum tempo, devido aos efeitos do álcool –, sendo, portanto, as verdadeiras pessoas boas de dança e as únicas com mérito para avaliar as qualidades de dançarinos de alguém.
Nós, signatários deste manifesto, nos comprometemos a seguir os exemplos dos verdadeiros virtuoses da Dança toda a vez que decidirmos praticar verdadeiramente a Dança. Nos comprometemos a repudiar os falsos dançarinos e suas formas de dança como simulacros vazios e sem sentido artístico verdadeiro. Por fim, nos comprometemos a divulgar nosso manifesto de modo a trazer a luz da verdade para iluminar a vida do resto da humanidade.
Aqueles que desejarem assumir estes compromissos e divulgar esta causa, assinem a lista abaixo e reproduzam este manifesto divulgando-o para o máximo de pessoas que conseguir.
1) Pedro Rocha
terça-feira, julho 18, 2006
Aula de Física
Nas aulinhas de pré-vestibular me ensinaram o que quatro anos de segundo grau técnico em eletrônica não conseguiram: cinética.
1. Os corpos se mantêm em movimento ou parados até que uma força externa atue sobre eles.
2. Um corpo no instante infinitesimal anterior ao início de um movimento é quando um corpo possui a maior quantidade de energia potencial que ele pode ter para o movimento.
3. A energia potencial é o tipo de energia que um corpo acumula em si quando da iminência de um movimento.
4. O total de energia potencial acumulada por um corpo define o total de energia cinética produzida pelo mesmo.
5. Quanto mais energia cinética, mais movimento o corpo produz.
Por que todas essas considerações físicas sobre os corpos? Neste momento, neste exato momento, eu sou energia potencial em seu estado mais puro.
Sou um corpo que só tem acumulado e acumulado energia, na espera – na ânsia – de gastá-la toda em movimentos.
Sou os pés do corredor ao soar do sinal de início da prova. Sou os dedos do arqueiro prestes a soltar a corda. Sou a bolinha de ping-pong arremessada para cima, parada no ar, esperando que a gravidade a faça cair contra a raquete do jogador. Sou o bispo na mão do enxadrista pronto para dar o xeque-mate.
Sou a inteligência nutrida de milhares de informações, produzindo milhares de pensamentos, frente a um papel em branco; mas sem ter um lápis para traduzir isto tudo em ação.
Sou o que ainda não é, mas tem tudo para ser.
segunda-feira, junho 19, 2006
Quando for ao Rio Sul, cuidado para não acabar na merda
E por que que o banheiro dos homens é aquele mais escondido, naquela esquina mais difícil de encontrar e em um lugar onde antes não havia banheiro antes?
Fiquei um bom tempo procurando, andando com as pernas sem abrir muito, pra não dar mole pro azar!
Eu sei que me vinguei: enquanto tremia nas bases à procura do trono de porcelana, empestiei todo o andar da saraiva.
Espero que aqueles putos do Rio Sul tenham prejuízo por isso!
terça-feira, junho 13, 2006
Consideração a respeito da tal da monografia
Dito isso, volto pra minha monografia (?)
terça-feira, junho 06, 2006
Meu corpo contra mim
“É, a vida é uma merda”.Eu queria começar dizendo isso porque, no fundo no fundo, a vida é realmente uma merda.
Você ganha pra perder, sobe pra descer, nasce pra morrer. Tudo o que você conquista em seus anos de vida existe apenas pra serem tirados de você ao longo dos anos ou depois que você se vai.
Tudo menos o que eu tenho.
Nasci sob seu signo e, de certa forma, já tinha meu destino traçado. Engraçado como aqueles gregos malucos estavam certo sobre tantas coisas – inventaram a matemática, a filosofia, praticamente todas as ciências existentes. E ainda tinham os astrólogos.
Você realmente tem seu destino traçado pelos signos. Eles definem sua personalidade, seu parceiro, sua fortuna – o meu definiu minha morte.
Quem diria que minha morte seria eu. Que meu corpo totalmente amotinado se viraria contra mim e me levaria à minha própria destruição.
Será que isso conta como suicídio? E se contar, isso deveria ser um problema? Acho que não. Não sou religioso, muito menos católico.
Não acho que devemos julgar alguém que só quer o mesmo que todo mundo quer – que esse mundo absurdo e horrível melhore antes que ele se vá de vez. Só um pouquinho. Cada um tem sua solução pra essa questão. Alguns compram carro, outros meditam.
Alguns poucos voam.
Deve ser glorioso voar.
Mas, como meu corpo chegou antes de mim, nunca poderei levantar essa hipótese. Cada um se contenta com seu suicídio diário – fumar, beber, andar de carro, viver – o meu é só um pouco mais rápido e doloroso.
Enfim, a vida é uma merda. Mas voar deve ter sido glorioso!
segunda-feira, maio 22, 2006
1984 é logo ali
Bom, lá estava eu em Madrid, em pleno passeio do Prado, local super turístico, completamente relaxado, quando resolvo tirar fotos dos prédios em volta. Percebo que entre eles há um ministério, mas o nome me pareceu tão irreal que tive que ler umas três vezes pra poder ter certeza do que estava lendo.
“Ministério de Sanidad y Consumo”. Será que existe algo mais IngSoc que isso? Creio que no mundo de hoje, consumista e com todas aquelas questões pós-modernas que a gente finge prestar atenção na faculdade, esse ministério faz total sentido.
Se o George fosse escrever 1984 hoje, provavelmente este seria um dos pilares do IngSoc: “Sanidade é consumo. Consumo é sanidade”.
Bom, achando que isso era coisa de espanhol maluco, chego ao Rio e, andando de carro pela cidade, vejo uma ambulância de um centro clínico bastante peculiar: Clínica de Psiquiatria Neonatal Fulana de Tal.
Tádesacanage! Clínica psiquiátrica pra recém-nascidos!!!??? Mas é claro que faz todo o sentido: bebês com complexos de inferioridade, se sentido abandonados por suas mães, com problemas existências – Quem sou eu? O que eu estou fazendo aqui? Lá dentro era tão mais legal e quentinho!!!
Enfim, não sei se é o mundo de 1984 chegando, se é loucura pura simples ou se sou apenas eu que estou doidão. Mas, por via das dúvidas, tirei uma foto do tal do ministério...
quinta-feira, abril 27, 2006
Conto
O que realmente lhe chamou a atenção ao texto, foi o nome do autor: Roberto Gomes. Também conhecido como seu irmão. Achou que poderia ter uma idéia, mesmo que distante, de quem era o irmão. Não o que o levava a ter a profissão que tinha – isso ele já havia desistido há muito tempo –, mas sim quem ele era.
Dois irmãos, personalidades diferentes. Nada mais clichê do que isso, mas ainda o incomodava. E incomodava ainda mais no dia de hoje, ao perceber que teria que ligar para ele e contar do ocorrido.
Ainda se lembrava de como foi quando seu pai morreu. A falta de emoção no rosto do irmão, sua insensibilidade com o que acontecia à sua volta, como se tudo fossa apenas um grande inconveniente.
E a máquina fotográfica. Por que levar a maldita máquina para o funeral? Ficou tirando fotos adoidado, uma atrás da outra. Aquilo lhe incomodou tanto que passou todo o cerimonial evitando olhar para o irmão.
Depois do enterro, ainda aquele rosto impávido, fleumático. Quando questionado o porquê de tanto desdém pelo pai, a resposta de seu irmão veio como uma citação: “Eu não amava, mas ansiava por amar”.Mais tarde descobriu se tratar de uma frase de Santo Agostinho, mas naquele momento, aquelas palavras soaram tão hediondas aos seus ouvidos que decidiu não mais falar com o irmão.
E tem sido assim desde então. O dia de hoje veio para mudar isso – pelo menos temporariamente. Tinha que ligar pro irmão, onde quer que ele estivesse – provavelmente em mais um país imundo da África onde as pessoas ficam se matando dia após dia.
Ao chegar a sua antiga casa, foi direto ao telefone. Queria se livrar logo daquilo. A conversa não foi das melhores. Nem tanto pela distância física da ligação, quanto pela distância psicológica – seu irmão passou a ligação inteira sem alterar seu tom de voz, monocórdio, enquanto ele se debulhava em lágrimas.
Ao final da ligação, sentiu-se pequeno. Pequeno e só.
Três dias depois, quando finalmente se encontram, a promessa feita ao final da ligação de não mais chorar na presença do irmão se esvai junto com suas lágrimas. Seu irmão tenta lhe consolar com uma fleuma que chega a lhe agredir. Quando não suporta mais a impassividade do irmão, começa a gritar com ele. Acusa-o de ter visto tanta morte, tanta desgraça, tanta merda nos países por onde viaja que não consegue sentir mais nada, nenhuma emoção. O irmão escuta tudo, de olhos fechados, sem falar nada. Quando termina de gritar, vê apenas o irmão abrir os olhos (tão sem vida quanto antes daquele show todo) e ir embora, calado.
No funeral, um déjà vu – seu irmão aparece acompanhado da câmera. Assim que avista o caixão, leva-a em direção ao olho e começa sua série interminável de fotos. Ele não se sente mais com força para tomar uma atitude a respeito – não depois do tanto que já havia chorado e ainda chorava. Resolveu apenas torcer para não ser capturado pela câmera de seu irmão.
No entanto, a raiva era tanta que não conseguia tirar o olho dele. Que absurdo, falta de respeito e insensibilidade frente ao momento, frente à dor das pessoas ali. Afinal de contas era a MÃE deles quem estava no caixão!
Então percebeu. Seu irmão, atrás da câmera, chorava. Quando tirava a câmera da frente, seu rosto continuava impassível, mas as lágrimas estavam lá. Sim, não era uma ilusão. Frente àquela cena, levantou-se e abraçou o irmão. Permaneceram assim, abraçados e sem trocar uma palavra, até o caixão ser enterrado e todos irem embora.
No dia seguinte, ao acordar, soube que seu irmão já havia retornado ao trabalho. Deixou-lhe um bilhete.
“Se há uma coisa que aprendi durante todos esses anos na minha linha de trabalho, foi que sou muito fraco. Não suporto a dor. Por isso evito senti-la. Descobri também que minha câmera é meu bem mais precioso, meu escudo, minha proteção da dor. Para mim, a dor é insuportável demais para ser vista diretamente pelos meus olhos”.
segunda-feira, abril 17, 2006
Segunda não é dia de bobó
- Sim, saí do banho e molhei um pouco.
- Que bom! Então você deixou aqui tudo molhado pra outras pessoas apreciarem a merda que você fez?
- Estava me vestindo pra vir limpar.
- Sei...
...
- O que você ta fazendo?
- Enxugando o chão do banheiro.
- Com o paninho de chão!?
- Qual é o problema?
- O paninho de chão do banheiro não é pra enxugar o chão do banheiro!!!
- Não?
- Não! É pra usar um pano de chão lá fora!!!
- (Cara de ponto de interrogação)
- O que você ta esperando!?
- Pra que serve então o paninho de chão do banheiro?
- Não importa! O que importa é que não é pra usá-lo pra limpar o chão do banheiro!
*****************
- Amanhã vou fazer bobó de camarão pra gente comer.
- Legal! Faz tempo que você não faz bobó!
- Então ta marcado: amanhã a gente acorda às 6:00, vai ao mercado de São Pedro, em Niterói, compra o camarão e eu faço.
- Não posso ir amanhã de manhã lá. Fiquei de ajudar um amigo a se mudar amanhã de manhã.
- Hunf.
- Mas a gente vai lá à tarde e come à noite.
- Não.
- Ué, por que não?
- Jantar não é pra comer! É pra lanchar!
- A gente não pode fazer uma refeição à noite?
- Não! É pra lanchar!
- Ok. Comemos o bobó na segunda então.
- Não! Segunda não é dia de comer bobó!
- Hã?
terça-feira, abril 11, 2006
Eu sou um cara preguiçoso. Por natureza.
Por ser preguiçoso odeio fazer esforço, principalmente o desnecessário. Na verdade, odeio só o desnecessário - o necessário eu geralmente o faço com prazer.
Isso acabou me levando a desenvolver um senso prático grande (bom, tem funcionado pra mim... Mais ou menos...). Não há como evitar fazer alguma coisa da vida: trabalhar, estudar, namorar, se relacionar, fazer compras, etc. Tudo isso depende de um esforço para ser realizado.
Eu acabei prestando atenção a essas "tarefas" e percebendo o que era necessário ser feito ou não. Dessa forma, tornei as tarefas mais rápidas, menos trabalhosas e, em muitos casos, mais eficientes.
As exceções é que são legais! Como quando eu tinha 10 anos e decidi que escovar os dentes dava muito trabalho. Ficar com a escova pra frente e pra trás, pra um lado e pro outro, pra cima e pra baixo... Ainda por cima nas horas de maior lezeira: depois de acordar, depois do almoço e antes de dormir. Não podia continuar daquele jeito!
Após muita análise, resolvi que não mais mexeria minha mão. Mexer a cabeça, ao invés, me daria menos trabalho!
Resumo da história: passei quase uma semana tentando o novo método. Óbvio que não funcionou desde a primeira tentativa, mas eu tinha que insistir!
Só o que consegui foi ficar com dor de cabeça toda a vez que escovava os dentes...
segunda-feira, janeiro 02, 2006
You Can't Always Get What You Want
quarta-feira, dezembro 07, 2005
quinta-feira, outubro 27, 2005
O poder
Ele estava apenas acompanhando os amigos – eles viviam lhe torrando a paciência que saísse com eles, pois, desde que começou a namorar ficou sem tempo pra turma. É verdade. Pra ele, a diversão bastava ela.
Mas seus amigos, todos solteiros ou descompromissados com suas namoradas, não compreendiam muito bem isso. Para satisfazê-los apareceu na boate naquela noite. A bem da verdade que era só pra pararem de lhe pentelhar, mas que importava? Lá estava ele, com os amigos, como nos velhos tempos de caça.
Mentira. Não era como nos velhos tempos. Simplesmente porque não estava à caça. Não ficou o tempo todo procurando mulheres em quem dar uma cantada. Ficou curtindo a música e seus amigos. Nesta ordem.
Em determinado momento percebeu que um a um seus amigos tinham se agarrado com alguém num canto escuro da pista de dança. Não que isso lhe incomodasse (cria até que dessa forma era melhor), mas o último que restou ao seu lado não tinha a menor previsão de sair dali.
Em outros tempos, eles seriam os últimos a conseguir mulher – provavelmente nem conseguiriam. Por isso tinham um acordo de cooperação: um ajudar ao outro o quanto pudesse. Ele não estava mais no jogo, mas isso não o impedia de ajudar a seu amigo.
Quando chegou a hora não pensou duas vezes. Seu amigo lhe apontou uma dupla de meninas e falou “vou na loira, vc conversa com a morena.” – “Ok”. E lá foram eles. Seu amigo se apresentou pra loira enquanto ele puxou assunto com a morena.
Alguma coisa estava diferente. Ele não apresentou o nervosismo habitual – falar com uma menina demandava um enorme autocontrole, elas eram maravilhas da natureza e ele apenas um pobre mortal. Como pode o pobre mortal conversar com a plenitude da beleza?
Mas naquela noite isso não ocorreu. Conversou de igual pra igual com a morena. Seu amigo continuava suando em bicas, tentando se convencer que merecia aquela beldade pra poder convencê-la a ficar com ele. Mas ele não, apenas conversava.
E nisso ele era bom. Ficou conversando um bom tempo. Seu amigo levou seu fora de costume, mas ele nem percebeu, continuou conversando com a morena.
Como aconteceu isso? De onde veio essa confiança? Não, não era confiança. O que faltava era o peso da obrigação de ser bem sucedido, de catar uma mulher. Sem isso, ele apenas era simpático, tinha um papo interessante e educado.
Ele não sabe como aconteceu. Em determinado momento ele se percebeu num emaranhado de braços e pernas, línguas e dedos, boca e mais boca. Quando acabou, levantou-se e olhou a cena: ela de bruços, suada e com restos dele entre as pernas.
Olhou pra si e viu a si mesmo encolhendo após o ato, quase como que com vergonha do que tinha acabado de fazer. Não sabia se era por isso que encolhia, mas ele tinha certeza de que estava com vergonha. Piorava a situação aquele corpo de bruços, como se fosse um cadáver com uma poça branca entre as pernas.
Rapidamente buscou uma toalha e, com muito cuidado, a colocou sobre a bunda dela, cobrindo a sujeirada toda. Sentiu-se um pouco melhor. Havia escondido a cena do crime.
Bastava agora explicar-se como tudo ocorrera. Como contar para a namorada? O que contar para namorada?
A verdade é que não fora ele quem fizera aquilo. Fora seu eu confiante, seu eu “já tenho mulher, não preciso de você”, seu eu “você é apenas como uma garrafa de cerveja: para ser sorvida e jogada fora”. E era isso, percebeu naquele momento, que lhe faltava em suas noites de caça.
Mas já sabia que não adiantava saber, precisava sentir. E, com o crime cometido, sabia que não poderia mais sentir aquilo, não seria mais verdadeiro. Perdera seu poder, logo agora que mais precisava: perderia sua namorada em breve, já sabia.
Assim, compreendeu que era esse o seu fardo como homem: só ter poder sobre as mulheres quando estiver comprometido. Usar do poder é perdê-lo...
terça-feira, julho 12, 2005
Versando
Tenho medo de quem necessita
Pois quem não precisa toma
Somente o que lhe interessa
Deixando de lado o que não lhe soma
Quem necessita, precisa
Tomando o que primeiro visa
Sem tempo pra escolher
A necessidade tem pressa em se satisfazer
A pressa leva à violência sem cabido
Ato de tomar, com desespero
Recuperar algo nunca pertencido
Sabendo ser seu o tempo inteiro
Como um cego com medo do escuro
Não temos escolha senão suportar
A dor de quem lhe põe em apuro
Para seus apuros suportar
No momento de desagrado incontido
Somos pegos de fingida surpresa
Sob as ruas o barulhento estampido
Na cidade que de predador virou presa
Quando o toque do celular não atendido
Um para cada mão sem vida
Vindo do londrino à procura do ente querido
Faz a mórbida sinfonia do necessitado que precisa
segunda-feira, junho 13, 2005
Se vc...
...quando come um sanduíche no EmeCêDonalds sempre o posiciona para que a parte que tem gergilim fique pra cima na hora da mordida...
...não consegue comer no bandeijão sem tirar seu prato de cima da bandeja...
...sempre deixa aquela comida que vc mais gosta separada no prato para comer por último...
...tira o miolo do pão francês antes de comer só pra poder comer no final...
...odeia que comam do seu prato...
...odeia que bebam do seu copo que você acabou de encher...
...deixa um docinho na geladeira pra comer à noite, antes de dormir e sempre percebe que alguém comeu...
...então você tem sérios problemas! Evite comer acompanhado ou mesmo comer na rua.
Faz o seguinte: passa lá em casa levando a comida pra nós dois que eu não dou a mínima pra essas coisas, ok?
Pedrin - ajudando a quem precisa...
segunda-feira, junho 06, 2005
Na verdade eu ia escrever um post todo sentimental
TOC
Entendeu o problema? Não. Bom, sorte a sua! Porque quem for como eu já está imaginando a cena por completo e se contorcendo de nervoso.
Essa mulher estará, claramente, cheia de cabelos soltos, em destaque contra a blusa branca. Todos aqueles cabelos ali, na sua frente, lhe afrontando como quem diz "ha-ha, você não me pega!". E você, ao alcance de um braço daqueles desgraçados, fica ali, impotente frente ao seu desconhecimento da dona-da-frente.
Pra piorar a situação eu aposto - APOSTO - que ela também deixou a etiqueta da camisa para fora! Argh!!!
Seu primeiro impulso, é claro, é meter o mãozão e resolver a situação. Mas não dá! O decoro e os valores da família brasileira não me permitem... Mas a mão ainda chega a poucos milímetros (milésimos de milímetros) da mulher.
Aí você fica ali naquel dilema, com as mão coçando, os olhos que não conseguem se fixar em outro lugar, sofrendo com aquela visão!
Particularmente, eu mudo de lugar. Tem gente que pede licença, avisa da situação, que tem sérios problemas psicológicos e pede pra pessoa resolver a questão. E tem outros que ataca e não quer nem saber. Deixa só me pegarem num dia que eu estiver da pá virada...
terça-feira, maio 17, 2005
Ando meio desligado, eu nem sinto meus pés no chão
Qual é o problema das convicções?
É que quando elas se mostram erradas,
tudo o que resta é vazio.
Lamento o tempo perdido.
Felicito-me pelo tempo ganho.
Só preciso encontrar um novo azimute pra mim.
domingo, maio 15, 2005
O Teste
Questão 1) Eu gosto de fazer o quê?
Questão 2) Eu sou bom para fazer o quê?
Questão 3) Quais são as coisas que eu faço bem e que eu gosto de fazer?
Questão 4) Dá para se viver disso (resposta questão 3)?
sexta-feira, maio 13, 2005
Não julgue o livro pela capa
Você cortaria seu cabelo em um salão que se chama "Joselito's Coiffeur"?
Primeiro: se tem coiffeur já tá fora da lista - a mairia nem sabe que porra é essa. Coloca só porque acha que combina. Fazem uma mistura desgraçada de inglês com francês.
Segundo: JOSELITO'S. Joselito!!! Como assim!? É muita coragem!!!
Um lugar como esses me desperta cenas de "Os três Patetas" junto com a versão da Warner (com o pernalonga e o troca-letras) de "O Barbeiro de Sevilha"...
Sério, preciso falar mais? Trazer referências de Hermes e Renato? Acho que não.
Entrando no espírito "ECO - 3 anos de... (de quê mesmo?)": o nome fala por si só* !
* - todos os direitos reservados a Maurício "Tá malhando, cara?".
quarta-feira, maio 11, 2005
Aula de marketing direto
Quatro da tarde, em casa, sem estágio, sem paciência, sem ter o que fazer = fome!
Ok, vamos ao árabe. A amiga falou outro dia e fiquei com vontade mesmo. Hummm esfirra de queijo....
Me veja uma esfirra por favor? Ei, o cara colocou duas. Será que ele ouviu errado? Bom, tanto faz, é só eu comer a minha e deixar a outra lá. Ele não vai ter como me cobrar por algo que não pedi.
Deliciosa. Cada pedaço preenche meu vazio interno de forma altamente satisfatória. Além de matar minha vontade de comer.
Ei, tem outra esfirra no prato. Eu sei que só pedi uma, mas essa segunda esfirra, sozinha no prato, faz uma cena tão desoladora...
Não! Eu vim pra comer só uma esfirra. Além do que, quando ela estava com a outra eu não queria nem saber dela. Mas agora que ela está só...
Fecha aqui pra mim? São duas esfirras...
Lá se vão dois dias seguidos nessa
sexta-feira, abril 22, 2005
terça-feira, março 29, 2005
O tempo passa, às vezes...
OK,
Foi
O
20
Acho
Como eu me sinto?
segunda-feira, março 07, 2005
Pra ler
Por questões técnicas ainda não consegui colocar à prova minha idéia, mas acredito que quando eu experimentar não vou conseguir mais ler em lugar algum.
terça-feira, fevereiro 22, 2005
O que é ser uma pessoa bem-sucedida?
É
Vou
As
E dessa
segunda-feira, fevereiro 21, 2005
sábado, fevereiro 19, 2005
O Infinito
No infinito, onde tudo se encontra, percebe-se que nada é realmente importante. Tudo é muito pontual e finito, tornando-se insignificante. Somente o tudo é importante, o resto não tem a menor importância.
Todo o resto se torna lembrança, uma vaga lembrança daquilo que foi, aconteceu e já acabou. No infinito, você finalmente consegue a força necessária para assassinar tudo e todos.
Sim, porque tornar um acontecimento uma lembrança, é matar esse mesmo acontecimento do presente. Você acaba com ele no tempo em que você se encontra, extermina-o da existência em que você se encontra e manda-o para o post morten que é a lembrança.
A todo o momento você escolhe matar uma pessoa, afastar-se dela voluntariamente, e poder para sempre deixá-la apenas desenhada na sua lembrança como aquela linha de giz que marca a silhueta do cadáver no chão sujo da cena do crime.
Um crime tão distante, tão absurdo e insignificante que você não precisa mais pensar nele. Pois você se encontra no infinito, e isso é tudo o que basta para você ter a sua vida e continuar com ela sem precisar olhar pra trás.
terça-feira, fevereiro 15, 2005
Cuidado com a Goiaba
Sim, porque os espinhosos você percebe de cara essa sua característica, ele lhe machuca ao primeiro toque, lhe deixa rapidamente a par de que não quer que você chegue perto dele. Os amargos você pode até se enganar de início, achando que não tem problema, mas basta você provar destes que saberá, sem sombra de dúvidas que não prestam e você nunca mais repete a dose.
Agora, a Goiaba não. A Goiaba é uma fruta (ou fruto, não sei) sem espinhos, casca grossa ou qualquer outro artifício deste tipo. Ela é bonitinha, redondinha, de cheiro agradável. Sua primeira impressão é sempre muito boa e você acaba pensando “Que bonitinha!”.
Além disso, seu gosto é docinho, suave e agradável. Você prova dela e gosta. A segunda impressão que se tem da Goiaba também é sempre muito boa.
Freqüentemente a Goiaba pode estar bichada e é aí que está o problema: não há como saber disto antes de morder. Não é como a maça, que você vê o buraco por onde entrou o bicho-da-maçã. A Goiaba bichada continua bonita e cheirosa por fora, de gosto agradável e docinho por dentro.
Assim, ela é o fruto (ou fruta) mais leviano e enganador existente. Nunca confie na Goiaba! Por mais que sua primeira impressão seja boa, que em um segundo momento você também a ache legal, eventualmente ela lhe decepcionará e mostrará os vermes que a estragam por dentro.
“Como você sabe que a fruta que você está comendo está bichada?
Quando você encontra metade do bicho dentro dela.”
sexta-feira, fevereiro 11, 2005
8 horas
Estou evitando ler em casa. Não quero ficar estressado por levar trabalho pra casa...
quinta-feira, fevereiro 03, 2005
Ctrl + Alt + Del
Essa é uma questão muito boa. É difícil perceber qual é o momento de continuar ou de começar de novo. Ambas são decisões difíceis e dolorosas.
É claro que a tendência é tentar continuar construindo em cima do que já foi feito, mantendo um certo padrão. Desta forma não se precisa repensar tudo, apenas “ajustar o curso”, lapidar um pouco mais diamante ata atingir a forma que você quer.
Por outro lado, é tentador (e assustador) vislumbrar a possibilidade de começar do zero. Às vezes, faz-se necessário destruir tudo o que já se construiu para que possa ir além. Dar um ctrl + alt + del, dar um reboot e “me levantar pelas botas”.
Neste momento, decidir entre construir por cima e destruir tudo e começar de novo parece ser aquilo que há de mais importante no mundo. E, no entanto, tudo do que eu mais fujo.
terça-feira, fevereiro 01, 2005
Processando...
O desafio teria sete partidas e seria o campeão aquele que vencesse o maior número de partidas. Na primeira, Kasparov venceu facilmente o computador. Chegou a achar que a máquina não era tão boa quanto seus criadores afirmavam.
Na segunda partida, Kasparov começou a jogar. Em determinado momento, após uma jogada dele, o computador parou. Ele simplesmente parou. De alguma forma, os cálculos que ele estava fazendo para chegar a uma conclusão sobre qual seria a melhor jogada a ser feita a seguir eram demasiado complexos.
A máquina ficou parada, processando as informações, sem conseguir mover-se adiante ou para trás, incapaz de sair de sua inércia. E lá ficou por 1h30, o que em termos de um computador tido como o mais rápido e avançado do mundo é uma eternidade!
Pois bem, como será atingir um ponto assim, em que não se consegue tomar uma atitude, sair de onde está. É como colocar um objeto no ponto cego do olho: está na sua frente, você sabe que ele está lá, mas não consegue enxergar!
Essa zona de penumbra da vida, este local da não-vida, onde se está vivo, mas não se consegue viver, é onde me encontro agora. Não consigo parar de processar qual será a próxima jogada.
